Dia Nacional da Amazônia: 5 de Stembro




 Essa é a palavra “chave” do dia de hoje. Um dia para chamar atenção para a exuberância e, também, para os desafios do maior bioma do país, detentor de um terço de toda a madeira tropical do mundo e da maior bacia hidrográfica do planeta: a Amazônia.
Cerca de 2.500 espécies de árvores e 30 mil espécies de plantas crescem na floresta, que ocupa mais da metade do território brasileiro e é motivo de orgulho e esperança para a população.

Uma das soluções para encarar os desafios é o Programa ARPA, o maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta e o mais expressivo ligado à temática das unidades de conservação no Brasil.

Despertar de uma nova consciência

Conservação dos solos no Semiárido

Conservação dos solos no Semiárido é ação prioritária do Insa

Hoje, 15 de abril, comemora-se em todo Brasil o Dia Nacional da Conservação do Solo. A data é celebrada desde 1989, quando foi instituída por meio da Lei Federal no 7.876.

Os solos fundamentam a vida no planeta. É base para produção de alimentos, fibras e energia; sustentáculo de cidades e infraestrutura de transportes; fonte de matérias-primas e biodiversidade; suporte dos grandes ciclos biogeoquímicos; filtram e transformam resíduos; atuam como reservatório de águas e ainda mantêm o registro histórico da vida no planeta.

O Semiárido brasileiro é extremamente rico em diversidade de solos. São mais de 400 variedades cobrindo toda a região. Todavia, boa parte deles tem como principal característica sua estrutura rasa ou de pouca profundidade. Setenta por cento da formação geológica da área é constituída por embasamento cristalino, conjunto de rochas localizado logo abaixo da superfície terrestre. Por esse motivo, grande parte dos solos da região possui baixa capacidade de infiltração, alto escorrimento superficial e reduzida drenagem natural.  Tais aspectos tornam este recurso natural mais vulnerável aos impactos da degradação e destruição por ações humanas predatórias e uso inadequado.

A região é considerada uma das maiores áreas em vulnerabilidade ao processo de desertificação. Infelizmente, diante do crescimento das cidades, devastação florestal e cultivo de grandes áreas agrícolas com manejo inadequado, esse patrimônio vem se perdendo e sofrendo intensa degradação. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), aproximadamente 75 milhões de toneladas de solos férteis se perdem todos os anos no mundo em razão da degradação. São necessárias centenas de anos e condições propícias para a recomposição desses solos.

Conservação dos solos: ação estratégica do Insa

O uso sustentável dos solos no Semiárido é tema estratégico para o Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A educação, comunicação e capacitação para o manejo e uso sustentável dos solos, das águas e da vegetação são consideradas estratégias fundamentais para combater a degradação e promover relações sociais mais adequadas à conservação dos recursos naturais, incluindo diretamente os solos.

O Insa é o representante científico do Brasil na Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD – sigla em inglês).A desertificação é um tipo de degradação ambiental passível de ocorrer nas zonas de clima seco de todo o mundo. Suas principais causas são principalmente o desmatamento, o manejo inadequado do solo, bem como o uso intensivo das pastagens e áreas agrícolas.

Como parte da execução do seu planejamento estratégico, o Insa vem executando projetos de combate à desertificação, conservação e recuperação de áreas degradadas. Atuando em conjunto com a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), desenvolve um trabalho de pesquisa, catalogação e intercâmbio de tecnologias sustentáveis utilizadas por agricultores experimentadores dos nove estados do Semiárido brasileiro. O projeto é desenvolvido de forma participativa, com envolvimento dos próprios atores na avaliação da capacidade de recuperação dos agroecossistemas após eventos ambientais extremos nos núcleos de desertificação da região.

Outro projeto desenvolvido é o de monitoramento sistemático da desertificação, visando gerar informações consistentes para a região semiárida. Este projeto também busca articular diversos atores sociais, institucionais e supranacionais para subsidiar e promover políticas públicas de auxílio nessa área.

Segundo o diretor do Insa, Ignacio Salcedo, a conservação dos solos é uma questão vital para a humanidade. Preservar os solos é condição imprescindível para garantir  segurança alimentar às populações. Eles representam patrimônio fundamental para a humanidade. A adoção de práticas adequadas de manejo é condição fundamental para promover a conservação deste recurso natural, particularmente no Semiárido brasileiro.

Ano Internacional dos Solos

A Organização das Nações Unidas (ONU) decretou 2015 como o Ano Internacional dos Solos e espera que a iniciativa sirva para mobilizar a sociedade para a importância dos solos como parte fundamental do ambiente e os perigos que envolvem a degradação deles em todo o mundo. No Brasil, a coordenação das iniciativas alusivas ao Ano Internacional dos Solos foi delegada pela Assembleia Geral da ONU à UNCCD e à Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), visando apoiar ações e projetos em prol da conservação e sustentabilidade dos solos.

Nos dias 28 e 29 deste mês, em comemoração ao Dia Nacional da Caatinga, o Insa realizará o evento Governança do Uso do Solo na Caatinga e Ano Internacional do SoloO objetivo é debater com diferentes atores a governança do uso do solo envolvendo água, plantas e sociedade, visando elaborar, ao final do evento, um documento que poderá subsidiar futuras políticas públicas para a promoção da convivência sustentável com o Semiárido brasileiro.

O evento irá ocorrer em Campina Grande (PB) e é uma realização do Insa, em parceria com o Departamento de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (DCD/MMA), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ASA, FAO, Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia (Agendha). 

Texto: Catarina Buriti (Ascom do Insa)
atheus Lino (Ascom do Insa)