VII Congresso Brasileiro de Agroecologia!


Ética na Ciência: Agroecologia com paradigma para o desenvolvimento rural

12. – 16. de dezembro de 2011, Fortaleza - Ceará


A Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) vem realizando desde 2003 o Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), ganhando cada vez mais importância em nível nacional e internacional. A sétima edição do Congresso Brasileiro de Agroecologia (VII CBA) será realizada na cidade de Fortaleza, capital do Estado do Ceará, numa parceria entre a Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), o Governo do Estado do Ceará, através da Secretária de Desenvolvimento Agrário (SDA), a Universidade Federal do Ceará, através do Centro de Ciências Agrárias, Centro de Ciências, Centro das Humanidades e Centro de Saúde, a Universidade Estadual do Estado do Ceará (UECE), a Empresa de Assistência Técnica de Extensão Rural do Ceará (EMATER - CE), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) – com suas Unidades no Nordeste - Agroindústria Tropical, Tabuleiros Costeiros, Semiárido, Algodão e Ovino Caprinos - a Federação dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais no Estado do Ceará (FETRAECE), a Fundação Konrad Adenauer, o Núcleo de Trabalho Permanente em Agroecologia da Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), o Fórum Cearense pela Vida no Semiárido, a Rede Cearense de ATER, a Associação da Rede Cearense de Agroecologia – ARCA e outras entidades.
O VII CBA tem o objetivo de promover o intercâmbio entre cientistas,  estudantes, agricultores familiares e suas representações, organizações não-governamentais, instituições governamentais, movimentos sociais do campo e da cidade,  fomentando a construção do conhecimento agroecológico por meio do diálogo dos   dos saberes acadêmicos e dos (das) agricultores (as) de forma holística. O VII CBA proporcionará uma articulação maior da Agroecologia no Nordeste e no Brasil, dando visibilidade aos projetos exitosos, que poderão ser referências para outros estados e regiões do país e impulsionando trabalhos acadêmico-empíricos nas Universidades e instituições de pesquisa e extensão.
O prazo para a inscrição de trabalhos técnicos-científicos e experiências agroecológicas será de 30 de junho a 30 de julho.
Contato:        cbagroecologia2011@gmail.com

Universidade do Litoral Norte desenvolve trabalho com ecoturismo e geoturismo no Cariri paraibano


Um trabalho desenvolvido pela Universidade Federal da Paraíba(UFPB/Campus Litoral Norte) com pesquisas relacionadas ao ecoturismo e ao geoturismo na região do Cariri paraibano foi tema evidenciado no Programa Domingo Rural deste domingo(12/06) após contato feito pelo professor assistente do Departamento de Engenharia e Meio Ambiente, Leonardo Figueiredo de Meneses, referindo-se sobre um trabalho que os alunos daquela casa educativa vêm desenvolvido no Cariri paraibano.
Ele diz entender que a comunicação desenvolvida por Domingo Rural e Universo Rural é voltada para a produção rural, mas diz entender que o desenvolvimento do ecoturismo pode ser convertido em alternativa para a economia de base local em nossos municípios. “Olha professor, é o seguinte: nós temos treze anos que trabalhamos a comunicação rural, comunicação que acontece desde 1997 onde nós iniciamos esse trabalho a partir da Rádio Serrana de Araruna na Paraíba, aí passamos a trabalhar em conexão com a Cultura de São José do Egito, no Pajeú pernambucano; depois entramos também em conexão com a Rádio Independente FM do Cariri, em Serra Branca; depois entramos com a Rádio Bonsucesso de Pombal, no Sertão da Paraíba; e depois entramos com a Rádio Farol FM de Taquarintinga do Norte, Pernambuco, na região do Agreste e com isso o que acontece é que a nossa discussão é sustentabilidade. Então a sustentabilidade é essa cadeia com o ecoturismo, geoturismo, tudo isso está exatamente no nosso campo de discussão, o campo e cidade se confundem porque quando nós estamos a trabalhar uma agricultura de inclusão, uma agricultura que inclui e não exclui nós estamos exatamente falando do processo de geração de trabalho e renda no campo, mas essa geração de trabalho e renda no campo ela depende do mercado urbano, há portanto uma relação e isso nós temos esse compromisso e essa ampla compreensão”, explica Domingo Rural ao iniciar apresentação de matéria jornalística enviada pelo educador e que foi veiculada pela TV paraibana Cabo Branco em edição do último dia 05 de junho.
Na matéria, alunos e alunas daquela instituição falam sobre pesquisas feitas em diversas microrregiões do Estado analisando como explorar áreas para o turismo ecológico de forma sustentável tornando os turistas visitantes parceiros do meio ambiente a partir de um plano com orientação de trilhas e capacitações de guias turísticos locais dentre outras ações que já têm seus resultados divulgados em meios diversos a exemplo da internet.
Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

AS-PTA e PATAC discutem ações de novo projeto para municípios do Coletivo e Pólo da Borborema


Técnicos e assessores da AS-PTA, Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa e PATAC, Programa de Aplicação de Tecnologia Apropriada as Comunidades promoveram uma oficina de criação de uma metodologia para desenvolver ações de verificação e resgate de fertilidade do solo de unidades rurais de famílias agricultores mobilizadas pelas entidades nos municípios do Pólo Sindical e das Organizações da Agricultura Familiar da Borborema e Coletivo Regional do Cariri, Seridó e Curimataú.
A oficina aconteceu durante os dias 01 e 02 de junho, em Lagoa Seca, Brejo paraibano e, segundo o assessor da AS-PTA, Manoel Roberval, trata-se de um projeto denominado de ‘Terra Forte’ que terá duração de quatro anos, foi construído com os agrônomos e veterinários sem fronteiras em parceria com os componentes do Coletivo Regional e Pólo Sindical da Borborema que vêm fazendo visitas à campo para entender como é que as famílias agricultoras fazem o manejo objetivando promover fertilidade no solo e ao mesmo tempo entender as técnicas e formas do uso dos estercos e biomassas contidos nas unidades rurais e até que ponto essas famílias têm recorrido na busca de insumos externos da propriedade como forma de promover fertilidade para o processo de produção e produtividade. “Esse evento agora é para criar uma metodologia de acompanhamento à essas áreas mais vulneráveis a desertificação da região na Borborema e do Cariri, Curimataú e Seridó e articular famílias agricultoras para enfrentamento dessa problemática”, explica Manoel Roberval ao dialogar com os ouvintes do Programa Domingo Rural através das emissoras conectadas em rede e que falam para o público ouvinte na Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, especialmente.
Roberval explicou que o ’Terra Forte’ vem para fortalecer as ações já existentes nas regiões do Coletivo Regional e Pólo Sindical com ações voltadas para a minimização do uso de lenha a partir da adoção dos fogões ecológicos(Clique e leia) pelas famílias do Projeto Agroecologia na Borborema e as novas ações do Terra Forte; ações sustentáveis com o uso dos biodigestores(Clique e leia) para evitar o gasto de lenha e, portanto, intensificar o processo de vegetação dos solos de toda a região; intensificação das ações de distribuição de mudas para bosques, projetos de palmas consorciadas, quintais, ações com plantas medicinais e frutíferas além das ações integradas eficientes e sustentáveis da água dentre outras. “Então uma coisa nova que o projeto Terra Forte trás e que vai fortalecer o Projeto P1+2 e P1MC é o bombeamento de água dos barreiros, barragens para as cisternas calçadões que têm a finalidade de água para a produção, então são projetos complementares de fortalecimento de ações agroecológicas da agricultura familiar de combate a desertificação”, explica Roberval ao dialogar com a equipe Domingo Rural, acrescentando que trata-se de um projeto co-financiado pela União Européia e que o Terra Forte contemplará unidades rurais seriamente afetadas pelo processo de desmatamento e que precisam de ações fortes na busca da desertificação a parir de práticas agroecológicas. “Acho que o Terra Forte vem fortalecer o movimento agroecológico do Território do Coletivo e da Borborema”.
Emanoel Dias é agrônomo da AS-PTA disse que as práticas que serão trabalhadas terão forte olhar para as questões da fertilidade do solo tendo como ênfase as questões de manejos agroecológicos com utilização de plantas que tenham contribuições para o processo de melhorias da fertilidade dos solos através da ciclagem de nutrientes desses sistemas com práticas que venham fortalecendo o conjunto das ações que já vem sendo desenvolvidas pelas entidades em todas as microrregiões do Coletivo Regional e Pólo da Borborema.
Dias informou que as ações com plantas e vegetações trabalhadas para a silagem na alimentação do rebanho e as redes de viveiros da região serão fortemente fortalecidos. “A gente vai também poder quantificar a questão da diminuição do uso da lenha pela unidade familiar, a gente vai ter possibilidades de entender qual o papel da ciclagem de nutrientes a partir da oferta de folhagens e de palhas para o próprio solo, então essa ação toda vai qualificar esse trabalho de melhoria da ação da fertilidade do solo, da questão ambiental, do equilíbrio e que tudo isso vai ter uma ação direta com a questão da produção do alimento, então todo esse trabalho de você manejar o ecossistema, manejar a sua propriedade pra você melhorar as questões físicas e químicas do solo vai ter impacto direto na produção de alimentos, seja para a família, seja para a alimentação do rebanho e conseqüentemente para uma auto-sustentabilidade do próprio ecossistema”, explica Dias dizendo que a idéia será desenvolver todas as atividades diretamente nos campos produtivos dessas microrregiões.
Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural